Viver aqui e agora.

Viver no aqui e agora é difícil em numerosas alturas na nossa vida. A ansiedade em que vivemos impele-nos muitas vezes a uma projecção no futuro por forma a controla-lo e a diminuir a probabilidade de acontecerem as coisas indesejadas que imaginamos virem na nossa direcção.

É fácil dizer “vive no aqui e agora” mas a dificuldade real desta prática faz com que as pessoas se vejam remetidas a maior parte das vezes para as preocupações que as assolam.

Como poderemos então avançar a experiência do aqui e agora?

Uma das abordagens é a abordagem da gratidão. A gratidão é um movimento de prolongamento no aqui e agora. Quando agradecemos o que temos, podemos contemplar a nossa realidade e usufruir dela por mais tempo. O facto de muitas vezes nos queixarmos, afasta-nos do momento presente. Do “aqui” porque estaríamos melhor num outro lugar e do “agora” porque nos projectamos num futuro que vai dar melhor conta das nossas necessidades.

Outra das abordagens é a da confiança. Todos os grandes mestres da humanidade que conheço sugerem que não nos preocupemos com o futuro. Uma das razões que vejo é que, em primeiro lugar, nós não fazemos a mínima ideia das variáveis que mudaram no futuro que projectamos (convenhamos que a nossa capacidade de prever o futuro é muito limitada) e em segundo lugar, e talvez a razão mais importante, será o nosso desconhecimento dos recursos que teremos disponíveis (pessoais e externos) quando o tal futuro que nos apoquenta tomar forma finalmente.

Não digo que viver o aqui e agora é fácil, que estar no presente é evidente, mas creio que vale a pena ir tentando e aprofundar as outras dimensões que podemos explorar em relação a este tema.

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