Sonhar?

Num grupo de transformação pessoal (GTP) que estou a facilitar na Junqueira, uma amiga reafirma a sua luta contra o cinismo. Está pois em guerra contra a posição de muitas pessoas que desistiram de sonhar.
– Para que me vou pôr a sonhar? Para me desiludir e depois ficar pior do que o que estou? – conta ela.
Pergunto então para que servem os sonhos. Serão uma espécie de bomba relógio de desilusão? Porquê tanto medo de sofrer por causa dos sonhos?
Passeava com uma amiga pela Junqueira e ela falava-me de um sonho para logo a seguir dizer: “Eu sei que isso não vai acontecer”. Chamo a isto o absolutismo do impossível. Para sabermos que um sonho nosso não vai acontecer temos que ter uma certeza a 100%. Absoluta, como dizia. Enquanto que para acreditar na possibilidade de um sonho acontecer, basta um bocadinho de fé. Um 0,01% basta.
No coaching psicológico para além dos objectivos, trabalha-se muito com sonhos. Embora haja sempre uma implicação de agir no sentido do que se quer. Na psicoterapia as pessoas sonham-se mais livres e mais auto-confiantes.
Creio que há lugar ainda para uma experienciação do sonhar de forma assistida e antevejo um enorme poder terapeutico disso.
E como é que funciona isto do sonhar? É preciso aprender? É preciso praticar?
 

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