O meu sonho de vida.

Em conversa com uma cliente estes dias, ela dizia-me que já não sabia o que era sonhar. Que tinha sonhado muito quando era mais nova, mas que de momento a energia lhe fugia toda para a sobrevivência.

Eu tento nunca me esquecer de sonhar. Sonhar é como fazer exercício físico com a alma. Só faz bem, embora também seja possível aprender a sonhar.

Um dos erros que podemos cometer ao sonhar é acharmos que o sonho implica directamente as nossas mãos. Isto é, que temos que ser nós próprios e sozinhos a desbravar o terreno até àquilo que sonhamos. Isto não é verdade porque o Universo é muito mais complexo do que possamos imaginar e nunca sabemos de onde virá a realização dos nossos sonhos. Nós fazemos parte importantissima da equação, é certo, mas nem sempre tão preponderante como possamos por vezes imaginar. As coisas podem acontecer de forma que nos ultrapassa. Já aconteceu a todos, com certeza.

Outro dos erros é comprar sonhos alheios. Seja de pessoas que conheçamos ou principalmente da informação circulante (anúncios publicitários, principalmente), muitas vezes damos por nós a sonhar com coisas que não são as que nós realmente queremos, como a casa, as férias ou o carro dos nossos sonhos que muitas vezes se tornam num pesadelo.

Um dia farei um workshop dedicado únicamente ao sonho: “Sonhar e como sonhar.”

Um dos meus sonhos acordados é poder continuar a viver como vivo. Trabalhar ao lado de casa, recebendo pessoas às quais posso ajudar a descobrir um sentido e um significado para a vida, às quais posso ajudar a irem em direcção a um futuro que desejam. Estar com a minha família todos os dias. Conversar, comer, jogar, filosofar, rezar e rir com eles. E depois por vezes viajar usando todas as competências que fui construindo ao longo dos anos para ajudar pessoas, grupos e empresas. Depois voltar para casa, para o meu sossego. Ainda há mais, mas virá depois com o engrandecer da coragem.

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