A solução para a solidão.

Ficamos todos espantados quando vemos o caso de Akihiko Kondo que casou com uma boneca de realidade virtual. Um holograma, por assim dizer.

Esta é uma das manifestações mais cabais da solidão que vivemos nos nossos tempos nas sociedades mais industrializadas. As pessoas deixaram de ter pontes umas com as outras. Neste caso do Japão perto de 50% das pessoas nunca tiveram relacionamentos sérios e muitos revelam o namoro como incómodo. É realmente preocupante a solidão pela qual passam estas pessoas, fenómeno cada vez mais crescente na sociedades mais “ocidentais”.

Será que as pessoas já não se sabem relacionar?

Algo de comum a alguns dos meus clientes é acharem que não vão ser compreendidos na comunicação com o outro. Aqui me parece que a psicoterapia é um processo da maior importância. Por exemplo, na terapia centrada na pessoa, a compreensão do outro e a devolução dessa compreensão é chave no desenvolvimento do cliente. A pessoa sente-se compreendida pelo psicoterapeuta e isto aumenta a sua esperança de vir a ser compreendida pelos outros.

Os resultados são incríveis. A psicoterapia é o primeiro passo para se poder relacionar bem com os outros. O primeiro passo para voltar a pertencer à humanidade.

Coaching executivo em empresas

Nos tempos que correm, perguntem a um empresário qual é o maior activo da sua empresa e ele dirá necessariamente que são as pessoas. Efectivamente são elas que fazem a diferença. Por mais avanço que tiverem na psicologia se não tiverem as suas pessoas capazes de produzir resultados, nada feito.

E o que é isto de termos pessoas capazes? É certamente dotá-las das capacidades técnicas que permitam lidar de forma ganhadora com as suas tarefas. O que acontece é que nos nossos dias, de rápida disseminação da informação (artigos, vídeos, podcasts) é muito rápida e eficaz pelo que rapidamente toda a gente fica ao mesmo nível.

O que é que vai então neste momento diferenciar as pessoas. No meu entender são as competências suaves, as chamadas soft skills.

Esta semana recebi um cliente que me pediu ajuda porque embora se considere muito competente tecnicamente, neste momento, a evolução na sua carreira exige-lhe que se desenvolva na dimensão relacional. Dificilmente será um líder com resultados se não conseguir comunicar a sua vontade com clareza, dizia ele. Perdido entre o passado e o futuro, tem dificuldade em estar presente e isso ressente-se, principalmente nas novas tarefas.

Coaching e desenvolvimento pessoal são as melhores ferramentas que temos para ajudar um comercial, por exemplo, a automatizar as suas tarefas, poupando uma hora por dia ou então a conseguir voltar a um cliente que o trocou.

Muito mais do que ensinar o papel de um coach é criar as condições para que o potencial imenso das nossas pessoas se transforme em acção. Só nos falta isso aos portugueses: um pouquinho mais de acção. Potencial já temos nós de sobra.

Grupo de transformação pessoal (GTP Janeiro 2019)

Esta experiência vai mudar por completo a tua vida!

Pensa se tu fosses uma lagarta à espera de se transformar numa formosa borboleta? Ou um Robert Bruce Banner à espera de se transformar num Hulk. Talvez apenas esteja a precisar de um espaço,  condições para mudar e pessoas para ajudar. Talvez esteja a precisar de conhecer os seus sentimentos, as suas emoções, os seus pensamentos. Em suma: a si próprio.

O coaching e a psicoterapia têm o saber que precisa para isto acontecer e os resultados são espectaculares!

 

As mudanças dos participantes têm sido extraordinárias. Às vezes são pequenas mudanças, mudanças subtis como deixar de se importar com o que os outros pensam, mas que farão toda a diferença na tua vida.

Vai ser no sementes, na Junqueira (Vila do Conde) a começar em Janeiro.

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Vê aqui alguns testemunhos:

Vamos conversar um pouco para perceber se esta é uma experiência para ti. Preenche este formulário para saberes mais:

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Um psicoterapeuta a projectar uma ponte?

A minha experiência em coaching psicológico e psicoterapia individual e com grupos, faz-me chegar à conclusão que a aprendizagem da facilitação destes processos se assemelha bastante ao processo de aprendizagem do andar.

Para quem vê um adulto comum a andar parece uma manifestação da simplicidade. Porém, ao pensar assim, esquece toda uma quantidade enorme de momentos de aprendizagem acompanhados de várias quedas de rabo no chão. Quanta coordenação de terminações nervosas e músculos para conseguir o equilíbrio pretendido e poder efectivamente deslocar-se de um ponto ao outro do espaço mantendo o equilíbrio.

O ser humano está em contínuo desenvolvimento e não poucas vezes vai caindo ao longo do percurso por ainda não ter descoberto a simplicidade que lhe permite ser quem é e atingir os seus objectivos de forma optimizada. Porém, esta simplicidade aparente está ligada a uma complexidade enorme interior, de acontecimentos nervosos e organísmicos em contínuo, de muitos erros e consequentemente muitas aprendizagens.

Um psicoterapeura, um coach, tem que traduzir a complexidade de um esquema de reforço positivo aleatório, uma hierarquia de valores, um conflito interior, numa simplicidade de momento a momento na devolução ao seu cliente. O que parece simples, é na verdade, cimentado em complexidade e muito grande apreendida por muito tempo de aprendizagem formal, informal e de experiência.

A naturalidade que resulta da experiência e formação de profissionais credenciados traduz-se numa aparência de simplicidade, quando na verdade necessita muita formação para ser alcançado.

Confiaria num psicoterapeuta para projetar uma ponte? Então porque é que tanta gente confia em pessoas sem formação específica para realizar actos psicológicos?

Uns objectivos podem ser melhores que outros.

De como os objectivos podem destruir uma vida. De como os objectivos podem reconstruir uma vida. Lembro-me de um professor que contava a história de um cliente que lhe falava assim:   – Sabe? Eu acho que a minha vida foi… a determinada altura olhei para um arranha céus e disse: “Vou subir este arranha-céus”. Pus a escada a jeito e fui subindo com gotas de suor e dores por todo o corpo, até ao topo. Chegado lá cima, olhei para baixo e pensei para mim mesmo: “Acho que subi o arranha-céus errado!”. Outro professor contava de um cliente que tinha chegado a todos os seus objectivos (carro de topo, carreira de topo, salário de topo e casa de topo) e mergulhou numa depressão profunda, lutando para redescobrir um sentido na sua vida. Há objectivos mais métricos como resultados de vendas, ou volume de produção que são mais fáceis de visualizar. No entanto, entrevistas com idosos todos dizem que gostariam de ter passado mais tempo com a família e menos no trabalho. Mais do que perseguir objectivos sem critério é preciso a coragem de percebermos, para começar, quais são realmente os objectivos que queremos  alcançar, escutarmo-nos a nós próprios e percebermos realmente qual é o sentido na nossa vida.

 

Viver aqui e agora.

Viver no aqui e agora é difícil em numerosas alturas na nossa vida. A ansiedade em que vivemos impele-nos muitas vezes a uma projecção no futuro por forma a controla-lo e a diminuir a probabilidade de acontecerem as coisas indesejadas que imaginamos virem na nossa direcção.

É fácil dizer “vive no aqui e agora” mas a dificuldade real desta prática faz com que as pessoas se vejam remetidas a maior parte das vezes para as preocupações que as assolam.

Como poderemos então avançar a experiência do aqui e agora?

Uma das abordagens é a abordagem da gratidão. A gratidão é um movimento de prolongamento no aqui e agora. Quando agradecemos o que temos, podemos contemplar a nossa realidade e usufruir dela por mais tempo. O facto de muitas vezes nos queixarmos, afasta-nos do momento presente. Do “aqui” porque estaríamos melhor num outro lugar e do “agora” porque nos projectamos num futuro que vai dar melhor conta das nossas necessidades.

Outra das abordagens é a da confiança. Todos os grandes mestres da humanidade que conheço sugerem que não nos preocupemos com o futuro. Uma das razões que vejo é que, em primeiro lugar, nós não fazemos a mínima ideia das variáveis que mudaram no futuro que projectamos (convenhamos que a nossa capacidade de prever o futuro é muito limitada) e em segundo lugar, e talvez a razão mais importante, será o nosso desconhecimento dos recursos que teremos disponíveis (pessoais e externos) quando o tal futuro que nos apoquenta tomar forma finalmente.

Não digo que viver o aqui e agora é fácil, que estar no presente é evidente, mas creio que vale a pena ir tentando e aprofundar as outras dimensões que podemos explorar em relação a este tema.