Grupo de transformação pessoal (GTP)

 

Nos dias que correm, existem imensas pessoas que gostariam de poder vivenciar uma  experiência de mudança em grupo, num ambiente seguro e confidencial, com um espaço e pessoas com quem pôr em perspectiva a própria pessoa, a própria vida e escolher a partir daí, com confiança, aquilo que querem para si mesmas e para os que as rodeiam.

Se este é o seu caso, estamos a expandir esta metodologia GTP para alguns pontos do nosso país. Junqueira (Sementes) e Famalicão (Clínica Movement Saúde Integral) tiveram e estão a ter esta experiência e estamos agora a preparar tudo para que esta possa acontecer  em Braga e Maia e noutros pontos do nosso rectângulo cuja possibilidade ainda está a ser explorada.

Quanto aos objectivos desta experiência:

  • Viver  a liberdade de expressão e o desafio de entrar em comunicação
    com o(s) outro(s);
  • Conhecer a possibilidade de  afirmar-se como pessoa;
  • Poder dizer o que pensa sem medos, num ambiente aceitação e respeito.
  • Aprender a lidar com as diferenças dos outros (opiniões e valores);
  • Conhecer-se e olhar para si próprio de maneira diferente e mais potenciadora;
  • Aceitar-se a si próprio e começar um poderoso processo de transformação pessoal;
  • Usufruir de espaço e tempo de encontro consigo próprio, num contexto interativo de grupo.

As competências que se trabalham num GTP são as seguintes:

  • Comunicação verbal;
  • Competências de interacção;
  • Comunicação verbal;
  • Assertividade;
  • Poder de persuasão;
  • Falar em público;
  • Capacidades de liderança;
  • Atitude positiva;
  • Criatividade

Testemunhos 

Débora: ” Este grupo foi muito importante para conseguir finalmente sair de um emprego que me sugava a energia e arriscar fazer aquilo que sonhei.”

Pedro: ” Com o grupo consegui aceitar-me mais a mim próprio e depender menos de querer agradar aos outros.”

Mariana: ” Agora consigo ouvir melhor os outros como pretendia e tenho aprendido imenso com isso.”

Rogério: “Esta foi uma enorme oportunidade para saber que tinha aquele tempo para cuidar de mim.”

Se tiver alguma dúvida sobre este projecto pode escrever para António José Constantino – ajc@sementes.pt

Um psicoterapeuta a projectar uma ponte?

A minha experiência em coaching psicológico e psicoterapia individual e com grupos, faz-me chegar à conclusão que a aprendizagem da facilitação destes processos se assemelha bastante ao processo de aprendizagem do andar.

Para quem vê um adulto comum a andar parece uma manifestação da simplicidade. Porém, ao pensar assim, esquece toda uma quantidade enorme de momentos de aprendizagem acompanhados de várias quedas de rabo no chão. Quanta coordenação de terminações nervosas e músculos para conseguir o equilíbrio pretendido e poder efectivamente deslocar-se de um ponto ao outro do espaço mantendo o equilíbrio.

O ser humano está em contínuo desenvolvimento e não poucas vezes vai caindo ao longo do percurso por ainda não ter descoberto a simplicidade que lhe permite ser quem é e atingir os seus objectivos de forma optimizada. Porém, esta simplicidade aparente está ligada a uma complexidade enorme interior, de acontecimentos nervosos e organísmicos em contínuo, de muitos erros e consequentemente muitas aprendizagens.

Um psicoterapeura, um coach, tem que traduzir a complexidade de um esquema de reforço positivo aleatório, uma hierarquia de valores, um conflito interior, numa simplicidade de momento a momento na devolução ao seu cliente. O que parece simples, é na verdade, cimentado em complexidade e muito grande apreendida por muito tempo de aprendizagem formal, informal e de experiência.

A naturalidade que resulta da experiência e formação de profissionais credenciados traduz-se numa aparência de simplicidade, quando na verdade necessita muita formação para ser alcançado.

Confiaria num psicoterapeuta para projetar uma ponte? Então porque é que tanta gente confia em pessoas sem formação específica para realizar actos psicológicos?

Uns objectivos podem ser melhores que outros.

De como os objectivos podem destruir uma vida. De como os objectivos podem reconstruir uma vida. Lembro-me de um professor que contava a história de um cliente que lhe falava assim:   – Sabe? Eu acho que a minha vida foi… a determinada altura olhei para um arranha céus e disse: “Vou subir este arranha-céus”. Pus a escada a jeito e fui subindo com gotas de suor e dores por todo o corpo, até ao topo. Chegado lá cima, olhei para baixo e pensei para mim mesmo: “Acho que subi o arranha-céus errado!”. Outro professor contava de um cliente que tinha chegado a todos os seus objectivos (carro de topo, carreira de topo, salário de topo e casa de topo) e mergulhou numa depressão profunda, lutando para redescobrir um sentido na sua vida. Há objectivos mais métricos como resultados de vendas, ou volume de produção que são mais fáceis de visualizar. No entanto, entrevistas com idosos todos dizem que gostariam de ter passado mais tempo com a família e menos no trabalho. Mais do que perseguir objectivos sem critério é preciso a coragem de percebermos, para começar, quais são realmente os objectivos que queremos  alcançar, escutarmo-nos a nós próprios e percebermos realmente qual é o sentido na nossa vida.

 

Psicoterapia

Os psicoterapeutas que virem esta imagem perceberão com facilidade o que ela traduz. Os clientes que por ela passaram, ainda mais. E sim, é mesmo uma experiência transformadora. Talvez dizer apenas isto seja pouco.

Sonhar?

Num grupo de transformação pessoal (GTP) que estou a facilitar na Junqueira, uma amiga reafirma a sua luta contra o cinismo. Está pois em guerra contra a posição de muitas pessoas que desistiram de sonhar.
– Para que me vou pôr a sonhar? Para me desiludir e depois ficar pior do que o que estou? – conta ela.
Pergunto então para que servem os sonhos. Serão uma espécie de bomba relógio de desilusão? Porquê tanto medo de sofrer por causa dos sonhos?
Passeava com uma amiga pela Junqueira e ela falava-me de um sonho para logo a seguir dizer: “Eu sei que isso não vai acontecer”. Chamo a isto o absolutismo do impossível. Para sabermos que um sonho nosso não vai acontecer temos que ter uma certeza a 100%. Absoluta, como dizia. Enquanto que para acreditar na possibilidade de um sonho acontecer, basta um bocadinho de fé. Um 0,01% basta.
No coaching psicológico para além dos objectivos, trabalha-se muito com sonhos. Embora haja sempre uma implicação de agir no sentido do que se quer. Na psicoterapia as pessoas sonham-se mais livres e mais auto-confiantes.
Creio que há lugar ainda para uma experienciação do sonhar de forma assistida e antevejo um enorme poder terapeutico disso.
E como é que funciona isto do sonhar? É preciso aprender? É preciso praticar?
 

O meu sonho de vida.

Em conversa com uma cliente estes dias, ela dizia-me que já não sabia o que era sonhar. Que tinha sonhado muito quando era mais nova, mas que de momento a energia lhe fugia toda para a sobrevivência.

Eu tento nunca me esquecer de sonhar. Sonhar é como fazer exercício físico com a alma. Só faz bem, embora também seja possível aprender a sonhar.

Um dos erros que podemos cometer ao sonhar é acharmos que o sonho implica directamente as nossas mãos. Isto é, que temos que ser nós próprios e sozinhos a desbravar o terreno até àquilo que sonhamos. Isto não é verdade porque o Universo é muito mais complexo do que possamos imaginar e nunca sabemos de onde virá a realização dos nossos sonhos. Nós fazemos parte importantissima da equação, é certo, mas nem sempre tão preponderante como possamos por vezes imaginar. As coisas podem acontecer de forma que nos ultrapassa. Já aconteceu a todos, com certeza.

Outro dos erros é comprar sonhos alheios. Seja de pessoas que conheçamos ou principalmente da informação circulante (anúncios publicitários, principalmente), muitas vezes damos por nós a sonhar com coisas que não são as que nós realmente queremos, como a casa, as férias ou o carro dos nossos sonhos que muitas vezes se tornam num pesadelo.

Um dia farei um workshop dedicado únicamente ao sonho: “Sonhar e como sonhar.”

Um dos meus sonhos acordados é poder continuar a viver como vivo. Trabalhar ao lado de casa, recebendo pessoas às quais posso ajudar a descobrir um sentido e um significado para a vida, às quais posso ajudar a irem em direcção a um futuro que desejam. Estar com a minha família todos os dias. Conversar, comer, jogar, filosofar, rezar e rir com eles. E depois por vezes viajar usando todas as competências que fui construindo ao longo dos anos para ajudar pessoas, grupos e empresas. Depois voltar para casa, para o meu sossego. Ainda há mais, mas virá depois com o engrandecer da coragem.

O que é o coaching?

Normalmente, nos meios em que me movimento, aqui e ali, me surge esta questão. Muitas pessoas me perguntam o que é o coaching e dão ar de quem gostaria que a explicação não fosse muito complicada.

Este serviço começou nos E.U.A. apenas para executivos endinheirados que se podiam dar ao luxo de pagar a um profissional para se dedicar durante um período limitado de tempo a trabalhar na direcção dos objectivos daqueles.

Embora nos Estados Unidos e Reino Unido este seja um serviço com algumas décadas, acaba por ser relativamente novo em Portugal.

Então o que é mesmo o coaching?

O coaching é um processo em que o coachee (cliente) se projecta para um futuro desejado. Seja uma meta de vendas, de angariação de clientes, um processo de perda de peso, a perda de um hábito tóxico, conseguir dedicar mais tempo à família, melhorar alguma competência de trabalho ou uma soft skill, o coachee põe-se em marcha para um futuro que pretende, diferente do seu presente real. Este processo de mudança não aparece sem dificuldades, interiores e exteriores. O papel do coach é ajuda-lo a clarificar bem o que quer e ajuda-lo a vencer essas dificuldades para alcançar objectivo pretendido.

Acredita que tem mais para dar do que o que anda efectivamente a conseguir? Talvez ainda não esteja consciente de todos os recursos que tem ao seu dispor. Quando quiser, continuamos esta conversa.

Viver aqui e agora.

Viver no aqui e agora é difícil em numerosas alturas na nossa vida. A ansiedade em que vivemos impele-nos muitas vezes a uma projecção no futuro por forma a controla-lo e a diminuir a probabilidade de acontecerem as coisas indesejadas que imaginamos virem na nossa direcção.

É fácil dizer “vive no aqui e agora” mas a dificuldade real desta prática faz com que as pessoas se vejam remetidas a maior parte das vezes para as preocupações que as assolam.

Como poderemos então avançar a experiência do aqui e agora?

Uma das abordagens é a abordagem da gratidão. A gratidão é um movimento de prolongamento no aqui e agora. Quando agradecemos o que temos, podemos contemplar a nossa realidade e usufruir dela por mais tempo. O facto de muitas vezes nos queixarmos, afasta-nos do momento presente. Do “aqui” porque estaríamos melhor num outro lugar e do “agora” porque nos projectamos num futuro que vai dar melhor conta das nossas necessidades.

Outra das abordagens é a da confiança. Todos os grandes mestres da humanidade que conheço sugerem que não nos preocupemos com o futuro. Uma das razões que vejo é que, em primeiro lugar, nós não fazemos a mínima ideia das variáveis que mudaram no futuro que projectamos (convenhamos que a nossa capacidade de prever o futuro é muito limitada) e em segundo lugar, e talvez a razão mais importante, será o nosso desconhecimento dos recursos que teremos disponíveis (pessoais e externos) quando o tal futuro que nos apoquenta tomar forma finalmente.

Não digo que viver o aqui e agora é fácil, que estar no presente é evidente, mas creio que vale a pena ir tentando e aprofundar as outras dimensões que podemos explorar em relação a este tema.